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FREI CANECA |
A bandeira revolucionária tinha duas faixas horizontais, uma branca, tendo ao centro uma cruz vermelha, e outra azul, com um arco-íris rodeando o sol. |
Uma Escola Atrás das Grades Isolados na prisão, Frei Caneca e seus companheiros não sabiam que o Conde dos Arcos já se vingara e que os tempos estavam mudando. Em Pernambuco, Domingos Teotônio, o "Leão Dourado", o Padre Miguelinho e outros haviam sido executados. A mesma sorte tiveram na Bahia alguns dos prisioneiros. Mas, a 6 de agôsto, Dom João VI determinou que se acabasse com as condenações à morte. Passado o perigo, o príncipe regente não via motivo para persistir nas perseguições, e a 6 de fevereiro de 1818 mandou dar por concluídas as devassas. Com isso, melhoraram as condições da prisão. O Conde dos Arcos deu consentimento para que as freiras do Convento do Destêrro levassem alimentos e roupas aos prisioneiros. Mais tarde, um novo governador, o Conde da Palma, permitiu também livros e visitas. Alimentado, vestido, e de novo em contato com o mundo, Frei Caneca sentiu a vida ressurgir. Organizou uma escolinha na prisão, onde cada um ensinava sua especialidade aos colegas. Havia aulas de francês, inglês, direito natural e civil, geografia, aritmética, álgebra, geometria e cálculo. Discutiam todos os livros novos e mantinham contato com as diversas lojas maçônicas da cidade, participando, desta maneira, das novas conspirações, que se preparavam. |
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