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REGENTE FEIJÓ |
Regente Feijó Óleo de Pinto Vedras |
Embora a família o protegesse e cuidasse de educá-lo, a condição de filho ilegítimo marcou profundamente a infância de Feijó. Impossibilitado de permanecer junto à mãe, foi criado pelo tio, Padre Fernando, pela avó, e ainda pelo Padre João Gonçalves Lima, seu parente chegado, que se encarregou de preparar o menino para a carreira sacerdotal. Morando ora com um ora com outro, passou a meninice entre as cidades paulistas de Cotia, São Paulo, Parnaíba e Guaratinguetá.
Aos vinte anos, já subdiácono, Feijó fêz a primeira tentativa para resolver o problema: afastou-se da família, mudando-se para São Carlos (atual Campinas). Sua situação era penosa, pois embora bom professor, merecendo inclusive elogios da Câmara Municipal, a profissão lhe rendia pouco e, segundo o recenseamento de 1806, somente podia sobreviver à custa de alguns auxílios que recebia.
Mesmo assim, continuou a estudar filosofia e conseguiu ordenar-se padre em 1808. Com as espórtulas recebidas pela celebração de casamentos e batizados, melhorou um pouco sua situação. No ano seguinte, com a morte da avó, recebeu como herança uma chácara e doze escravos. Dali em diante, sua vida tornou-se segura, embora modesta, e tudo indicava que passaria o resto de seus dias como um tranquilo padre de província. |
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