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Um
verdadeiro lar é dotado de abastecimento de água, luz e
gas, tem esgotamento sanitário tratado, tem acesso
calçado inclusive de veículos de serviços como
ambulâncias, bombeiros luz, água e gas e livres de
enchentes e deslizamentos de encostas. Um verdadeiro lar deve
ter em sua proximidade hospitais, ambulatórios, escolas,
comércio entre outros. Esses itens citados pode-se
considerar mínimos para que uma
construção residencial seja um lar. Muitas
construções "consideradas lares" no Brasil não
são assistidas por sequer 50% desses itens. Isso posto no Brasil temos um déficit de 14 milhões de lares.
Nos últimos 30 anos foram ridículos os investimentos
públicos nesse setor de construção civil
residencial. Há pesquisas avançadas de novos materiais de
construção muito mais bratos que os convencionais, blocos
cerâmicos por exemplo. Nos anos 70 foram construídos cerca
de 5 milhões de lares e agora quantos imóveis
residenciais residenciais foram construídos? A vida digna
de um cidadão está calcada principalmente na
situação do lar onde mora, de que adianta uma casa se uma
pessoa de idade avançada, por exemplo, está
impossibilitada de chegar em casa por falta de acesso ou ter que subir
600 degraus de escada, isso quando tem escada.
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Agência Boletim
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SEM PLANEJAMENTO HABITACIONAL É
inacreditável sabermos que no Brasil não há ainda
um planejamento habitacional. Temos um déficit de 14.000.000
(quatorze milhões) de casas e esse número é
crescente porque a população aumenta e nada é
feito para abrigá-la dignamente. Quando se fala em
déficit de 14 milhões de casas são
residências que terão um mínimo de
condições para que as pessoas que nelas residirão
possam ter dignidade de uma moradia verdadeira, um lar, como citado no
artigo "O VERDADEIRO LAR". As poucas centenas de casas entregues por
ano no Brasil não chegam nem perto do número
necessário para resolver o problema habitacional. Vamos demorar
séculos.
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DÉFICIT HABITACIONAL, O QUE FAZER? (1)
Estamos
diante de um dilema complexo e quase insolúvel que traz dentro
de si uma carga de inoperância observada nas últimas
3 décadas. Nos anos 70 foram construídas cerca de
5.000.000 (cinco milhões) de residências e se aquele ritmo
habitacional tivesse sido mantido não teríamos hoje tanta
gente vivendo em condições precárias ou até
subhumanas. O que fazer? Desconcentrar a população
é a palavra chave. Tentar achar áreas nas grandes
cidades como Rio, São Paulo, Belo Horizonte para planos
habitacionais é um erro grosseiro. Entre Rio e São
Paulo, há áreas imensas capazes de comportar grandes
concentrações de população é
só querer. Para observá-las basta viajar entre essas duas regiões metropolitanas. Aqui
aparece o segundo problema a ser resolvido, o transporte para essa
população. O trem é a grande solução
visto que se há recursos (bilhões de dólares) para
o trem bala, Rio-São Paulo, porque não dar transporte
digno para o povo trabalhador.
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DÉFICIT HABITACIONAL, O QUE FAZER? (2)
Entregar
o planejamento de novas regiões a serem habitadas a
técnicos e pessoal habilitado que estão em grande
número nas unidades de pesquisa e ensino superior espalhadas
pelo Brasil será um investimento de retorno certo porque
haverá uma preocupação com o bem estar das
populações e desenvolvimento dessas novas áreas. O
fato de se deslocar parte da população hoje concentrada
nas maiores regiões metropolitanas para novas regiões
planejadas para o futuro valorizará os grandes centros
metropolitanos. Haverá a desconcentração da
população fazendo crescer a qualidade nos serviços urbanos prestados a população que neles permanecer.
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